BNDES e TCU lançarão painel com dados ao público externo em novembro

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O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançarão, em novembro, um painel on-line com dados daquela instituição financeira, quando será assinado um acordo de cooperação. O assunto foi tema de audiência na Presidência do TCU na última segunda-feira (30), com a presença do ministro-presidente Raimundo Carreiro, do ministro-substituto Augusto Sherman e do presidente do BNDES, Dyogo de Oliveira.

Antes do lançamento, no próximo dia 21, será realizada na sede do banco, no Rio de Janeiro (RJ), uma audiência pública com entidades de pesquisa, jornalistas, órgãos de controle, Congresso Nacional, entre outros, para que sejam feitos ajustes quanto às informações de interesse a serem publicadas no painel, que será voltado para o público externo.

O ministro-substituto Augusto Sherman esclareceu que o banco colocou poucas restrições quanto ao acesso do público externo. Já o TCU, segundo o próprio BNDES, terá acesso a todas as informações.

Cooperação

A instituição vai incorporar os roteiros de pesquisa constantes do painel desenvolvido pelo Tribunal, o qual foi apresentado em maio ao BNDES. Na ocasião, o ministro-substituto Augusto Sherman esclareceu que a ideia surgiu da missão do TCU, que é “informar a sociedade brasileira em que e como estão sendo usados os recursos públicos”.

O BNDES também já estava trabalhando em um painel. Assim, depois de análises, a decisão foi convergir os dois para um só. “A base de dados vai ser replicada aqui [no TCU] também, mas a disponibilização do painel [para o público externo] será em um único local”, explicou Dyogo Oliveira. “Estamos de pleno acordo com as recomendações do TCU”, declarou o presidente do banco.

No que concerne ao TCU, o painel do TCU foi elaborado em conjunto pelas secretarias de Gestão de Informações para o Controle Externo (SGI), de Controle Externo da Administração Indireta no Rio de Janeiro (SecexEstatais), de Soluções de Tecnologia da Informação (STI), de Fiscalização de Tecnologia da Informação (Sefti) e de Infraestrutura de Tecnologia da Informação (Setic).

O trabalho do Tribunal começou em 2014, mas somente ganhou volume há dois anos, quando foi mudada a estratégia e feita uma parceira do TCU com o próprio BNDES, envolvendo a base de dados das operações de financiamento.

Fonte: TCU