Economia com transformação de serviços pode passar de R$ 600 milhões

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A transformação digital dos serviços públicos prestados pelo Governo Federal já economizou cerca de R$ 600 milhões, informou o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), Luis Felipe Monteiro, na manhã desta quarta-feira, 28/11, na 4ª Semana de Inovação em Gestão Pública. O cálculo é um a estimativa feita a partir da metodologia utilizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Comissão da União Europeia- Standard cost model, em português, modelo de custos padrão.

Luis Felipe contou aos participantes da Semana de Inovação sobre como vem sendo feita a transformação digital do Governo Federal do Brasil. Seguindo o exemplo de diversos países, com base no conceito de governo como plataforma, vêm sendo desenvolvidos ambientes centralizados que podem ser utilizados por diversos órgãos, a fim de reduzir a quantidade de iniciativas com o mesmo objetivo na administração pública federal.

O terceiro de quatro dias do evento organizado pelo Ministério do Planejamento, com apoio da Caixa Econômica Federal e do Comitê Gestor da Internet, começou com a apresentação de alguns modelos de identidade digital do mundo, com a coordenadora de Inovação do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio), Maria Luiza Mesquita.

A 4ª Semana de Inovação em Gestão Pública reúne, até 29/11, no Instituto Serzedello Correa, em Brasília, especialistas do Brasil e do mundo para discutir o “Serviço público para o futuro”. Entre eles está a ex-coordenadora da Estratégia de Governo Digital da Colômbia, Elizabeth Blandón, que falou sobre o papel da inovação, das startups e das tecnologias emergentes na transformação digital do setor público.

O professor da International Hellenic University, Grécia, Vassilios Peristeras, mostrou um pouco da visão do que pode ser a nova geração de portais de governo, após a convergência de diversos portais – de serviços, de estrutura de governo, de dados abertos, de legislação, entre outros – para um “portal de portais”. Para o professor, o futuro será com personalização radical, com uma abordagem baseada na integração efetiva de dados de governo e também dos cidadãos.

Barbara Ubaldi, chefe do time de dados abertos e governo digital da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ressaltou as vantagens econômicas e sociais de um governo aberto por padrão. Barbara considera os dados de governo a fundação para o uso de inteligência artificial. No entanto, lembrou que a qualidade desses dados e a interoperabilidade são essenciais. Além de incentivar crescimento e competitividade na economia, Ubaldi aponta que as melhorias em transparência, prestação de contas, responsabilização e controle social promovem o aperfeiçoamento da governança.

As palestras e conversas durante essa quarta edição da Semana de Inovação abordam a aplicação das inovações tecnológicas nas políticas públicas e sua utilização para gerar valor público e transformar os governos em digitais, bem como a promoção da sustentabilidade, inclusão, aprendizagem e diversidade por meio da inovação.

Sobre a inovação como motor da transformação digital do setor público, Kasper Birkeholm Munk, do Instituto de Tecnologia Dinamarquês, afirma: “nem todas as soluções têm um problema, mas todos os problemas têm uma solução”. Munk defende o desenvolvimento da capacidade de inovar em cada indivíduo. Ela prega que se deve ajudar as pessoas a perceber que elas têm o poder criativo para liderar a mudança.

Saiba mais na página do evento: http://www.planejamento.gov.br/semana